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T&B Pharma Consulting

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Anvisa discutirá critérios sobre nomes de medicamentos - DIKAJOB

Agência está propondo uma série de novos critérios quanto à escolha dos nomes dos remédios
Agência Estado
A reunião para debater o tema está marcada para a terça-feira (24)Getty Images
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) discutirá, em audiência pública, os critérios que serão utilizados para a formação dos nomes comerciais dos medicamentos no Brasil. A reunião para debater o tema está marcada para a terça-feira (24), em Brasília (DF).

Em nota, a agência informa que a proposta tem por objetivo minimizar ou eliminar a possibilidade de interpretação falsa, erro ou confusão quanto à origem, procedência, natureza, composição ou qualidade desses produtos farmacêuticos. A primeira versão da proposta foi colocada em consulta pública em 2010.

"A audiência pública do dia 24/9 é mais uma oportunidade para os interessados apresentarem sugestões e contribuições ao tema", cita a Anvisa. O arquivo com a versão consolidada das medidas previstas pela Consulta Pública nº 72, estabelecendo "critérios de aceitabilidade de nomes comerciais de medicamentos", está disponível na internet.
A agência está propondo uma série de novos critérios quanto à escolha dos nomes dos remédios. Uma das sugestões é que o nome comercial deve guardar suficiente distinção gráfica e fonética em relação às designações de outros medicamentos, alimentos ou cosméticos já registrados.
Outra ideia é que os fabricantes também não possam utilizar palavras ou expressões que induzam ao entendimento de que o medicamento seja inócuo, natural, isento ou com reduzidos efeitos colaterais, ou , então, que tenha potência e qualidade superiores, propriedades especiais não comprovadas. Há ainda a meta, dentro dessa discussão, de evitar mensagem que possa induzir à automedicação.
Ayr Aliski


Fonte: Anvisa discutirá critérios sobre nomes de medicamentos - DIKAJOB

MSD Saúde Animal ajusta operações no Brasil - DIKAJOB

Sob nova direção no Brasil desde o início do ano, a MSD Saúde Animal, braço veterinário da farmacêutica americana Merck, pôs à venda as áreas onde ficavam duas de suas três fábricas, afirmou o presidente da empresa no Brasil, Edival Santos.
Após realizar aquisições de peso no fim da década passada, a empresa encerrou há cerca de um ano todas as atividades da unidade de Cotia (SP) e abandonou a produção de vacinas contra febre aftosa em Fortaleza (CE) por conta das novas exigências de biossegurança do Ministério da Agricultura.
Segundo Santos, a área onde funcionava a fábrica de Cotia poderá ser vendida para outra indústria, não necessariamente do segmento veterinário. O maquinário da unidade foi transferido para Cruzeiro (SP). O executivo acredita, ainda, que a área de Fortaleza tem vocação comercial, por estar próxima do centro da cidade.
Na prática, a decisão da MSD visa reduzir custos e eliminar uma sobreposição que existia entre as unidades de Cotia e Cruzeiro, ambas no Estado de São Paulo. Já o encerramento das operações da unidade cearense reflete a visão da companhia de que o mercado de vacinas contra febre aftosa, responsável por 15% da receita da empresa no país, ficará menos atrativo nos próximos anos.
"O número de doses de vacinas contra aftosa deve cair em alguns Estados que fazem duas campanhas de vacinação", afirma Santos. Hoje, Estados como Goiás, Bahia e Paraná imunizam o rebanho bovino e bubalino com idade acima de dois anos apenas uma vez por ano. Com a incidência baixa da doença no país, a tendência é que outros Estados também não precisem mais realizar duas etapas de vacinação por ano em todo o rebanho.
Outro fator que pesa sobre a rentabilidade do mercado brasileiro de vacinas contra febre aftosa é a maior concorrência. Nos últimos anos, empresas como Ourofino Saúde Animal, Inova Biotecnologia e Biovet ingressaram na produção de vacinas - que já contava com a americana Merial e a brasileira Vallée - acirrando a concorrência. "Quem entrou no mercado tem necessidade de amortizar os investimentos feitos com grandes volumes", afirma o presidente da MSD.
A forte concorrência do mercado e a tendência de uma demanda no mínimo estagnada foram os fatores que embasaram a decisão da MSD de abandonar a produção de vacinas. A multinacional americana foi obrigada a paralisar, em junho de 2012, a produção de vacinas na unidade de Fortaleza por determinação do Ministério da Agricultura. Para retomar a produção, a MSD teria de fazer pesados investimentos na chamada "área biocontida" - responsável pelo processo de inativação do vírus da aftosa -, o que não foi considerado viável pela direção da MSD, conforme o Valor já informou.
Apesar de abandonar a produção, a MSD não deixou totalmente o mercado de aftosa. A múlti venderá vacinas produzidas pela Vallée a partir da segunda etapa de vacinação deste ano, que tem início em novembro. "Uma porção das vacinas da segunda etapa já será comprada da Vallée", afirma Santos. O restante ainda diz respeito aos estoques de vacina produzidos na unidade de Fortaleza.
No ano passado, a MSD vendeu 79,7 milhões de doses da vacina contra aftosa no Brasil. Para este ano, que ainda conta com estoques da fábrica cearense, a meta é vender 77 milhões de doses, diz o executivo. Mas esse número deverá cair drasticamente nos próximos anos, mesmo porque vender vacinas produzidas por terceiros significa reduzir "ligeiramente" as margens operacionais da empresa, admite Santos.
O executivo estima que, até 2018, as vendas de vacinas contra aftosa vão recuar para cerca de 50 milhões de doses por ano, reduzindo a participação do produto nas receitas da MSD. "Na verdade, essa participação já vem caindo". Segundo ele, o segmento já chegou a responder por 30% das receitas da companhia.
No ano passado, a MSD registrou um faturamento da ordem de R$ 500 milhões no Brasil. Em todo o mundo, a empresa teve uma receita líquida de US$ 3,3 bilhões.
Fonte:  Valor


MSD Saúde Animal ajusta operações no Brasil - DIKAJOB

sábado, 7 de setembro de 2013

ABIQUIF - Clipping - Receita de laboratórios do país já é 50% do setor

Jornal Valor Econômico
04 de Setembro de 2013


Receita de laboratórios do país já é 50% do setor

O faturamento dos laboratórios nacionais já representa 50% das vendas totais do setor farmacêutico no país, de acordo com dados do IMS Health obtidos pelo Valor. É a primeira vez que a receita das fabricantes brasileiras de medicamentos alcança essa participação. No acumulado dos últimos 12 meses até junho, a receita do setor totalizou R$ 47 bilhões. Em 2000, quando os genéricos começaram a despontar no Brasil, as multinacionais reinavam soberanas, com fatia de 75% no mercado brasileiro.

Em volume, a evolução dos medicamentos produzidos pelas indústrias nacionais é ainda maior - alcançou 70% em junho. Em 2009, a participação das brasileiras era de 55%, ante 25% em 2002, de acordo com o IMS Health. Do total dos R$ 47 bilhões de receita, no acumulado de julho do ano passado e junho deste ano, a receita com genéricos ficou em R$ 13 bilhões. A dos similares atingiu no mesmo período R$ 9 bilhões. O restante R$ 1,5 bilhão inclui outros tipos de medicamentos, como os fitoterápicos, de inovação incremental e radical.

A partir de 2014, essa tendência deverá se acentuar mais para o lado das nacionais. Os medicamentos similares e genéricos, segmentos dominados por empresas de capital local, serão absolutamente iguais sob o ponto de vista sanitário, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Boa parte das multinacionais, que também atuam nessas áreas, tem uma participação maior em medicamentos de referência (com patente).

Em setembro de 2003, a Anvisa iniciou um cronograma para que os similares também fossem submetidos à bioequivalência. Quase 100% desses produtos já foram adequados à norma, ou seja, submetidos aos mesmos testes dos genéricos. A expectativa é de que esse medicamento seja também intercambiável, como já é o caso dos genéricos. "É uma questão legal, que deverá ser debatida pelo Congresso Nacional, já que está regulamentada por lei", informou a Anvisa.

Mas a discussão sobre a intercambialidade - que poderá garantir aos similares o mesmo direito que os genéricos, ou seja, podem ser prescritos como substitutos aos de referência - abre para uma questão ainda maior para as farmacêuticas: quanto vale uma marca?

Por lei, o genérico pode ser intercambiável por um medicamento de referência e seus preços têm de ser, no mínimo, 35% mais baratos, o que não ocorre com os similares.

Desde de setembro 2003, quando a Anvisa passou a exigir os testes de bioequivalência, as indústrias gastaram cerca de R$ 750 milhões para adaptarem seus produtos à resolução da Anvisa, informou ao Valor Henrique Tada, presidente-executivo da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac).

Muitos produtos de marca, que não tinham forte apelo comercial, deixaram de ser produzidos, uma vez que o preço pago pelos testes de bioequivalência não compensava manter o produto no mercado, segundo fontes de mercado. Um teste custa entre R$ 500 mil a R$ 2 milhões, dependendo do medicamento, segundo fontes informaram ao Valor. Mas por outro lado, muitos laboratórios, independentemente de ser capital nacional ou estrangeiro, têm importantes similares com marcas reconhecidas no mercado, que representam parte polpuda da receita dessas empresas.

É o caso da líder em similares no país, a Hypermarcas, que tem produtos como Resfenol e o Neosoro, que geram uma demanda espontânea no balcão das farmácias. Cerca de 20% da receita da divisão farmacêutica é gerada por produtos similares. As vendas de genéricos do grupo ficam com 8% do faturamento.

Tada, da Alanac, vê com naturalidade a questão da intercambialidade dos medicamentos. "Há categorias nas quais os similares são mais baratos que os genéricos. Depende muito do produto, da disponibilidade de cópias e da estratégia de marketing dessas empresas", disse. "Genéricos não 'roubam' vendas das redes", disse. Segundo ele, os similares têm uma participação maior de vendas nas farmácias independentes, enquanto os genéricos são mais vendidos em farmácias de rede.

Para Telma Salles, presidente-executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), a convivência entre os similares e genéricos a partir de 2014 não vai mudar. "Quem tem uma marca terá que investir mais nela."

Antônio Britto, presidente-executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), diz que há uma questão maior envolvendo essas comparações, sobretudo a de participação de receita. "As comparações entre genéricos, similares e referência ficaram prejudicadas porque quase a totalidade das empresas do setor decidiram atuar nesses três segmentos. A tendência do setor é que as empresas se dividam em produtoras com um portfólio mais amplo e as que se dedicam a produtos de nicho, como doenças raras, por exemplo."

Mônica Scaramuzzo


ABIQUIF - Clipping