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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

FDA Issues Holistic Warning To Merck KGgA // Pharmalot

FDA Issues Holistic Warning To Merck KGgA

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In what appears to be a calculated review of a supply chain, the FDA last summer inspected three Merck KGgA manufacturing plants in Europe - one that makes active pharmaceutical ingredients, another that makes finished prescription drugs and a third that is responsible for testing meds for the US market - and all three failed the inspections.
The details of the assorted manufacturing failures - and there are many details because there were many failures - can be found in a December 15, 2011, warning letter that the FDA has just posted to its web site. They range from failing to establish procedures for preventing microbial contamination to
not thoroughly investigating the failure of a batch of product to meet specifications.
What is noteworthy is that the FDA made a point of simultaneously inspecting different facilities that fulfill different but highly specific steps along the Merck supply chain. As opposed to merely visiting different plants that make different medications, the agency, in this instance, took a strategic view toward Merck operations that send drugs to the US market. Call it the holistic view.
The move comes, of course, as the FDA is under increasing pressure to bolster its oversight of manufacturing operations in the US and elsewhere in the wake of the Heparin scandal (see this). The White House, for instance, included $10 million in the proposed FDA budget for hiring 19 inspectors to focus just on China, with 16 working there on food and drug safety and standards.
And the FDA was rather clear about the take-away message. The “FDA expects Merck KGaA to undertake a comprehensive and global assessment of your manufacturing operations in all your facilities to ensure global, adequate, and timely resolution of the issues, including making needed improvements to your quality system,” the agency wrote to Merck chairman Karl-Ludwig Kley (here is the letter).

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Vigilância sanitária dos EUA diz ter encontrado chumbo em 400 batons - vida - saude - Estadão

The Washington Post
Quatrocentos dos batons mais populares entre aqueles vendidos nos Estados Unidos apresentaram vestígios de chumbo na sua composição ao serem testados recentemente pelo governo americano, confirmando resultados semelhantes de análises anteriores, embora numa escala muito mais ampla e em níveis mais elevados do que os observados anteriormente (veja análise do FDA aqui).

Cinco batons da L'Oreal e da Maybelline, subsidiárias da L'Oreal americana, figuraram entre as 10 marcas mais contaminadas, de acordo com a análise feita pela agência de vigilância sanitária dos EUA (Food and Drug Administration, ou FDA). Dois batons da Cover Girl e dois da NARS também estiveram na lista dos 10 piores batons, bem como um produto da Stargazer.

O resultado exacerba uma divergência entre a FDA e a Campanha por Cosméticos Seguros, um grupo formado por consumidoras que há anos pressiona o governo a estabelecer limites para o nível de chumbo encontrado nos batons. A FDA resistiu, insistindo que os níveis de chumbo detectados em duas rodadas de testes feitos pela agência, incluindo a mais recente, não representam riscos à segurança. Mas o grupo de consumidoras diz que a FDA não tem base científica para fazer tal afirmação.

Os relatos mencionando a presença de chumbo nos batons começaram nos anos 90, quando os resultados de testes feitos num laboratório comercial sugeriram certa preocupação. A Campanha por Cosméticos Seguros testou 33 batons vermelhos em 2007 e descobriu que dois terços deles continham chumbo - e um terço destes excedia o limite estabelecido pela FDA para a presença de chumbo em doces. A FDA realizou então seus próprios testes envolvendo 20 batons em 2008 e 400 batons na análise mais recente, encontrando níveis detectados de chumbo em todos os produtos testados.

Mas a FDA, que publicou na rede o resultado de seus testes em dezembro, disse que a comparação entre batons e doces não é justa. "Do ponto de vista científico, não é válido comparar o risco que a presença de chumbo nos doces, um produto destinado à ingestão, representa para o consumidor ao risco associado a níveis de chumbo nos batons, um produto destinado ao uso tópico que é eventualmente ingerido em quantidades muito inferiores do que os doces", afirmou a FDA em comentários publicados na rede.

O Conselho dos Produtos de Cuidado Pessoal, grupo que representa a indústria dos cosméticos, concordou com a interpretação da FDA. Halyna Breslawec, principal cientista do conselho, disse que seu grupo tinha pedido à agência que estabelecesse um limite para a quantidade de chumbo permitida nos cosméticos. A estimativa consensual para este consenso - 10 partes por milhão, de acordo com Halyna - é mais alto do que os níveis detectados nas duas rodadas de testes promovidos pela FDA e segue os parâmetros de propostas apresentadas no Canadá e na Alemanha.

Halyna disse que o chumbo não é acrescentado intencionalmente aos batons nem a nenhum outro cosmético, mas que muitos corantes adicionais aprovados pela FDA são feitos a partir de minerais e, portanto, contêm traços do chumbo que é naturalmente encontrado no solo, na água e no ar.

Mas o grande problema está em determinar quais seriam os níveis verdadeiramente seguros para a presença do chumbo nos cosméticos. A mais recente análise da FDA encontrou o nível mais alto de chumbo - 7,19 partes por milhão - no batom Pink Petal da série Color Sensational, da Maybelline. Mas a concentração média de chumbo nos 400 batons testados foi de 1,11 partes por milhão, algo bem próximo da média obtida na primeira pesquisa do tipo, feita em 2008 com cerca de duas dúzias de batons.

A FDA contratou um laboratório particular para a realização dos testes. A agência escolheu os batons com base na fatia de mercado conquistada por cada marca, apesar de ter incluído também alguns produtos voltados para nichos de mercado.

"Não consideramos os níveis de chumbo encontrados nos batons preocupantes para a segurança", disse a FDA no seu site. "Os níveis de chumbo detectados estão dentro dos limites recomendados por outras autoridades de saúde para a presença de chumbo nos cosméticos."

A Campanha por Cosméticos Seguros interpreta os resultados de maneira diferente. O chumbo encontrado no Pink Petal, da Maybelline, corresponde a mais do que o dobro dos níveis encontrados no relatório anterior da FDA e a mais de 275 vezes o nível encontrado na marca menos contaminada dentre as testadas recentemente, disse o grupo numa carta enviada este mês à agência. A marca menos contaminada, Wet & Wild Mega Mixers Lip Balm,, era também a mais barata, "demonstrando que o preço do produto não é um fator indicativo da adoção de práticas adequadas na sua manufatura", disse o grupo.

Eles citaram pesquisas federais que haviam concluído que não existe nível seguro de exposição ao chumbo para crianças e sublinharam a necessidade de proteger crianças e mulheres grávidas da exposição ao chumbo.
"O chumbo se acumula no corpo com o tempo, e a aplicação frequente e diária de batons que contenham chumbo pode representar a exposição a níveis significativos da substância", disse Mark Mitchell, copresidente da Força Tarefa de Saúde Ambiental da Associação Nacional de Medicina, no pronunciamento do grupo.

A Califórnia, pioneira em se tratando da regulação do chumbo, tem lidado com o problema. Em 2008, depois que surgiram os primeiros relatos da presença de chumbo nos batons, o gabinete do procurador geral do estado examinou se as empresas de cosméticos estariam infringindo leis californianas que exigiam das companhias que fizessem alertas compatíveis se estivessem expondo conscientemente os consumidores a elementos químicos que provocam câncer ou disfunções reprodutivas.

Com base nos dados públicos, o estado concluiu que a concentração de chumbo nos batons era baixa demais para representar uma infração desta lei. De fato, o dever de alertar os consumidores só seria obrigatório quando a concentração de chumbo atingisse 5 partes por milhão, disse o estado.
No estudo da FDA, a grande maioria dos batons ficou abaixo deste limiar. Mas dois deles o ultrapassaram: o Pink Petal, da Maybelline, e o Volcanic, da série Colour Riche da L'Oreal. O gabinete do procurador geral da Califórnia ainda não adotou medidas contra estes produtos.

Americana MSD une-se à Cristália e Eurofarma para avançar no País - DIKAJOB

A multinacional americana MSD (Merck & Co) formou uma joint venture com a Supera, empresa criada no ano passado pelos laboratórios nacionais Eurofarma e Cristália. A nova companhia, a Supera RX, nasce com um portfólio com cerca de 30 medicamentos e deverá incorporar, no médio prazo, remédios inovadores das três farmacêuticas.
A MSD terá participação de 51% nessa nova empresa. Cristália e Eurofarma ficam com 24,5% cada. A Supera RX - as duas letras significam medicamentos de prescrição médica - vai absorver uma boa parte do "pipeline" (produtos em desenvolvimento) de suas empresas controladoras, que vão manter seus negócios independentes da recém-criada companhia.
Com forte presença nos segmentos de genéricos e prescrição médica, a Eurofarma, cujo faturamento ficou em R$ 1,5 bilhão em 2011, tem importantes medicamentos que podem ser agregados ao portfólio da MSD nessa nova companhia. A americana, com faturamento global de US$ 48 bilhões no ano passado, deverá incorporar à joint venture produtos de inovação que estão em desenvolvimento. De menor porte se comparada aos seus parceiros, com receita em torno de R$ 600 milhões, a Cristália é considerada um dos principais laboratórios nacionais do país que investe em inovação e produtos biológicos.
"Temos de aprender muito. Deixar de ter visão local para um olhar regional e global", afirmou Maurízio Billi, presidente da Eurofarma e principal acionista da farmacêutica nacional. Para José Bastos, presidente da MSD no Brasil, a parceria com Eurofarma e Cristália permitirá elevar a participação da multinacional no mercado brasileiro.
A expectativa é de que o faturamento da Supera RX atinja US$ 100 milhões em seu primeiro ano de operação e alcance US$ 500 milhões até 2017 e cerca de 70 medicamentos em seu portfólio. "Pretendemos ficar entre as dez maiores do mercado farmacêutico nacional", afirmou Bastos, em sua primeira entrevista ao Valor desde que assumiu há um ano o comando da subsidiária brasileira.
Os ativos dessa companhia incluem os medicamentos já estabelecidos das três companhias e uma fábrica que abriga a atual sede da Supera, na capital paulista, que pertence à Eurofarma. Em agosto de 2011, Eurofarma e Cristália firmaram joint venture para criar a Supera para compartilhar portfólio. A Eurofarma tem forte tradição em distribuição de produtos. A incorporação da MSD à nova empresa reforça e dá um impulso maior ao negócio, afirmou uma fonte. Segundo Ogari Pacheco, presidente da Cristália, essa parceria reúne a capacidade criativa da companhia à eficiência comercial da Eurofarma e poder de inovação da MSD.
Ontem, os executivos das três companhias comunicaram a joint venture ao Ministério da Saúde. "Essa é uma das iniciativas que refletem a correção estratégica dos laboratórios nacionais em inovação e saúde", disse Carlos Gadelha, secretário de ciência e tecnologia e insumos estratégicos do ministério. Segundo Gadelha, a postura das multinacionais em relação ao setor farmacêutico nacional mudou. "Antes, a estratégia era predatória. Hoje, vemos alianças que fortalecem as indústrias nacionais."
Essas empresas têm importantes medicamentos considerados prioritários para o governo, sobretudo para tratamento de diabetes e hipertensão. A MSD tem em seu portfólio produtos que deverão perder a patente, como o Januvia/Janumet (combate a diabete). "Quando olhamos os mercados emergentes, vemos que o Brasil se destaca porque tem interesse em inovação", afirmou Kevin Ali, presidente para os mercados emergentes da MSD. Em 2010, a múlti, resultado da união entre Merck Sharp & Dohme, Schering-Plough e Organon, passou por reestruturação global, que incluiu fechamentos de fábricas e corte de postos de trabalho.

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FDA issues plan to avoid heparin contamination | Reuters

Fri Feb 10, 2012 10:23am EST

(Reuters) - U.S. health regulators issued recommendations to manufacturers to ensure the safe production of the blood-clot prevention drug heparin, four years after a contamination involving the widely used product set off concerns about the global pharmaceutical supply chain.

The draft guidance, posted on the website of the Food and Drug Administration, is designed to help manufacturers of active ingredients, finished products and others better control heparin to avoid contamination.

The FDA began receiving reports in early 2008 of serious reactions, including some deaths, among some patients undergoing dialysis and traced the problem to heparin, which is injected.

An FDA probe found a contaminant in batches of heparin from Baxter International Inc, a major supplier to the U.S. market, and determined the contaminant was in active ingredients for heparin made in China.

The contamination sparked congressional hearings and concerns about the lack of inspections of foreign facilities.

According to the guidance document, contamination involving the chemical at issue -- oversulfated chondroitin sulfate (OSCS) -- appears intentional to save costs.

"OSCS contamination of heparin appears to be an example of intentional adulteration, and has also been referred to as economically motivated adulteration -- i.e., heparin appeared to be intentionally contaminated with OSCS to reduce the cost of production," the agency said in its document.

Heparin is derived from pig intestines, and the FDA also said that "substitution of non-porcine sources of crude heparin raises concerns" -- in particular materials from cows because of the potential for contamination with material infected with mad-cow disease.

"Both the reported incidents of OSCS contamination and the bovine substitution scenario illustrate the potential for FDA-regulated products derived from heparin to be contaminated," the agency said.

The agency's recommendations included testing for the species origin and the presence of OSCS in each shipment of crude heparin before manufacturing. Heparin manufacturers should also audit their suppliers, the agency said.

The guidance is a set of recommendations and does not establish legally enforceable responsibilities. FDA will solicit comments on the document for 60 days.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Custo real de criação de uma nova Droga!

The Truly Staggering Cost Of Inventing New Drugs - Forbes:


Image by AFP/Getty Images via @daylife


During the Super Bowl, a representative of the pharmaceutical company Eli Lillyposted the on the company’s corporate blog that the average cost of bringing a new drug to market is $1.3 billion, a price that would buy 371 Super Bowl ads, 16 million official NFL footballs, two pro football stadiums, pay of almost all NFL football players, and every seat in every NFL stadium for six weeks in a row. This is, of course, ludicrous.
The average drug developed by a major pharmaceutical company costs at least $4 billion, and it can be as much as $11 billion.

Research Spending Per New Drug
CompanyTickerNumber of drugs approvedR&D Spending Per Drug ($Mil)Total R&D Spending 1997-2011 ($Mil)
AstraZenecaAZN511,790.9358,955
GlaxoSmithKlineGSK108,170.8181,708
SanofiSNY87,909.2663,274
Roche Holding AGRHHBY117,803.7785,841
Pfizer Inc.PFE147,727.03108,178
Johnson & JohnsonJNJ155,885.6588,285
Eli Lilly & Co.LLY114,577.0450,347
Abbott LaboratoriesABT84,496.2135,970
Merck & Co IncMRK164,209.9967,360
Bristol-Myers Squibb Co.BMY114,152.2645,675
Novartis AGNVS213,983.1383,646
Amgen Inc.AMGN93,692.1433,229
Sources: InnoThink Center For Research In Biomedical Innovation; Thomson Reuters Fundamentals via FactSet Research Systems
The drug industry has been tossing around the $1 billion number for years. It is based largely on a study (supported by drug companies) by Joseph DiMasi of Tufts University. It’s a nice number for the pharmaceutical industry, because it seems to justify the idea that medicines should be pricey (and increasingly, they can be very price, costing tens of thousands of dollars per patient per year) without making it seem that inventing new medicines is so expensive an endeavor as to be ultimately futile.




But as Bernard Munos of the InnoThink Center for Research In Biomedical Innovation has noted, just adjusting that estimate for current failure rates results in an estimate of $4 billion in research dollars spent for every drug that is approved. But Munos showed me another figure, where he divided each drug company’s R&D budget by the average number of drugs approved. This was far more dramatic.
Wanting to make this even more rigorous, Forbes (that would be Scott DeCarlo and me) took Munos’ count of drug approvals for the major pharmas and combined it with their research and development spending as reported in annual earnings filings going back fifteen years, pulled from a Thomson Reuters database using FactSet. We adjusted all the figures for inflation. Using both drug approvals and research budgets since 1997 keeps the estimates being skewed by short-term periods when R&D budgets or drug approvals changed dramatically.
The range of money spent is stunning. AstraZeneca has spent $12 billion in research money for every new drug approved, as much as the top-selling medicine ever generated in annual sales; Amgen spent just $3.7 billion. At $12 billion per drug, inventing medicines is a pretty unsustainable business. At $3.7 billion, you might just be able to make money (a new medicine can probably keep generating revenue for ten years; invent one a year at that rate and you’ll do well).
There are lots of expenses here. A single clinical trial can cost $100 million at the high end, and the combined cost of manufacturing and clinical testing for some drugs has added up to $1 billion. But the main expense is failure. AstraZeneca does badly by this measure because it has had so few new drugs hit the market. Eli Lilly spent roughly the same amount on R&D, but got twice as many new medicines approved over that 15 year period, and so spent just $4.5 billion per drug.


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