04/04/2012 - O Estado de S.Paulo
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Jornalista: Cátia
Luz
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A
Eurofarma, quinto maior laboratório do País em vendas no varejo, fechou na
segunda feira a compra da fábrica da Colômbia da Schering Plough, empresa que
pertence ao grupo Merck Sharp & Dohme (MSD). O valor não foi revelado. As
negociações duraram cerca de um ano.
?O fato de sermos sócios da MSD na Supera RX criou um ambiente favorável às conversas?, diz, em entrevista ao Estado, Maurizio Billi, presidente da Eurofarma e filho do fundador,Galliano. A Supera RX é uma joint venture entre o laboratório americano e aSupera, companhia formada em 2011 pelas brasileiras Eurofarma e Cristália. A Eurofarma Colômbia vai iniciar as operações comum contrato de terceirização da produção da MSD.A intenção é atender outros clientes locais. Com produção de 20 milhões de unidades por ano, a fábrica opera hoje apenas com 60% da capacidade instalada. O faturamento estimado para a unidade em 2012 é de US$ 20milhões.?Só devemos ingressar com marcas próprias dentro de dois anos,prazo médio necessário para obtermos os registros dos nossos produtos no órgão sanitário colombiano?, diz Billi. Para isso, a empresa terá de investir em contratações ?a expectativa é dobrar o número de funcionários da unidade, hoje de 125 pessoas ?, e criar uma equipe de força de vendas. Atualmente, a produção é voltada sobretudo para medicamentos que não exigem prescrição médica, os chamados OTC (sigla em inglês para ?over the counter?). O carro chefe é o talco antisséptico Mexsana, popular no país vizinho. De acordo com Billi, houve um encontro de interesses. ?A MSD precisava vender a unidade (herdada da compra da Schering, em 2009) para racionalizar as operações. E nós temos a meta de estar presenteem90%do mercado latino-americano até 2015?, afirma. Exterior. A estratégia de internacionalização da empresa, baseada em aquisições, teve início em2009, com a compra do laboratório argentino Quesada. Em 2010,a empresa anunciou a aquisição do uruguaio Gautier ? que mantém vendas no Paraguai e na Bolívia ? e dos chilenos Volta S.A. e Farmindustria. Apenas o ingresso na Venezuela, no ano passado, foi feito a partir de uma operação do zero. Segundo dados da consultoria americana IMS Health, o mercado latino americano de medicamentos movimenta cerca de US$ 53 bilhões, sendo que o Brasil representa 40% do total. A investida na América Latina faz parte do esforço da empresa de diversificar seus mercados, afirma Maria Del Pilar Muñoz, diretora de Sustentabilidade e Novos Negócios da Eurofarma. ?Além de passar a operar em novos países, a empresa também ampliou a atuação para novos setores?, diz. No final de 2010, a Eurofarma adquiriu a Segmenta, maior fabricante de soros hospitalares do País, estreando em um mercado estimado em R$ 1 bilhão. Segundo a executiva, a expansão na América Latina é uma forma também de atrair novos acordos de licença, contratos em que a empresa registra, promove e distribui produtos de terceiros. ?Pequenos e médios laboratórios, em vez de se instalarem no Brasil ? o que envolve mais riscos e exige mais capital ? preferem fechar parcerias com uma empresa local?, explica Maria Del Pilar. ?Com a expansão pela América Latina, podemos virar uma referência regional?. Hoje a Eurofarma mantém acordos de licença com 25 empresas de países como Argentina, Espanha, Estados Unidos, França e Índia. Fundada em 1972, a Eurofarma faturou R$ 1,6 bilhão em 2011. Cerca de 60% das receitas vieram do segmento de prescrição médica ? segundo dados da IMS Health, a empresa ocupa a segunda posição no ranking de receituário médico no País. O laboratório atua ainda nas áreas de genéricos, hospitalar e licitações, oncologia e veterinária. Com 4,5 mil funcionários,a companhia tem dez fábricas ? sete no Brasil e três em outros países da América Latina. |
Jornalista: Cátia Luz
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sexta-feira, 6 de abril de 2012
Eurofarma compra fábrica da Merck Sharp & Dohmena Colômbia
Anvisa suspende e interdita lotes de medicamentos irregulares
4 de abril de 2012
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A Anvisa publicou, do Diário Oficial desta quarta-feira (4/4), interdição cautelar e suspensão de lotes de seis medicamentos que apresentaram desvio de qualidade.
A interdição cautelar vale pelo período de 90 dias após sua data de publicação. Durante esse tempo o produto interditado não deve ser consumido e nem comercializado. Já a suspensão é definitiva e tem validade imediata após divulgação da medida no Diário Oficial. As pessoas que já tiverem adquirido o produto devem interromper o uso.
Confira os produtos e medicamentos suspensos na tabela abaixo:
| Medida | Produto | Empresa | Motivo |
| Suspensão , distribuição,comércio e uso RE Nº- 1.510 | Lote 3387 do produto Valerimed (Valeriana Officinalis) | Cimed Indústria de Medicamentos Ltda., localizada em Pouso Alegre- MG. | O produto apresentou resultado insatisfatório no ensaio de Rotulagem e Teor de Ácidos Valerênicos. |
| Suspensão da fabricação, distribuição, comércio e uso RE No- 1.511. | Lote B11C0014 do medicamento Tegrex (Carbamazepina) validade 03/2014. | Empresa Hypermarcas S.A localizada em Vila Nova Conceição- SP. | O medicamento apresentou resultado insatisfatório no ensaio de Aspecto. |
| Suspensão da Fabricação, distribuição, comércio e uso RE Nº 1.512. | Lote 1017109 do medicamento Dextrose Anidra 50 mg + Cloreto de Sódio 9mg. | Empresa Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda., localizada em Aparecida de Goiânia- GO. | O medicamento apresentou resultado insatisfatório no ensaio de Teor de Glicose. |
| Supensão da fabricação, distribuição, comércio e uso RE Nº 1.515. | Lote 3CG11 do medicamento Ciclofemme Drageas (Levonorgestrel 0,15 mg + Etinilestradiol 0,03 mg). | Empresa Cifarma Científica Farmacêutica Ltda., localizada em Goiânia- GO. | O medicamento apresentou resultado insatisfatório no ensaio de Análise de Aspecto. O produto estava se “esfarelando e desmanchando no momento da retirada do blister”. |
| Interdição CautelarRE No- 1.513. | Lotes 100378 e 101364 do medicamento Hidróxido de Alumínio 60mg/ml. | Empresa Mariol Industrial Ltda., localizada Barretos- SP. | O medicamento apresentou resultado insatisfatório nos ensaios de Aspecto com presença de material semi-sódico no fundo e nas paredes dos frascos, mesmo após vigorosa agitação. |
| Interdição CautelarRE Nº- 1.514. | Lote L17685 do medicamento Glicomet (Cloridrato de Metformina) 850mg. | Empresa Vitapan Indústria Farmacêutica Ltda., localizada em Anápolis- GO. | O medicamento apresentou resultado insatisfatório no ensaio de Variação e Peso. |
Pâmela Paiva – Imprensa/ Anvisa
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
Anvisa vai lançar consulta pública sobre restrições à venda de remédios que não exigem receita | Agência Brasil
04/04/2012 - 6h44
Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, em reunião nessa terça-feira (3), lançar consulta pública, no prazo de 30 dias, sobre a proposta de "adotar mecanismos para permitir que os medicamentos isentos de receita médica possam ser colocados ao alcance do consumidor na farmácia, considerando o risco sanitário envolvido para esse tipo de produto”.
Desde 2010, a Anvisa determinou que medicamentos sem prescrição médica só podem ser vendidos por um atendente. Os remédios deixaram de ficar em gôndolas e prateleiras ao alcance direto do consumidor. Na época, a agência reguladora alegou que o remédio, mesmo isento de receita, pode apresentar risco à saúde e, por isso, o cidadão deve ser orientado por um farmacêutico antes de comprar. A medida não agradou a entidades representativas das farmácias, que recorreram à Justiça para suspendê-la.
No entanto, estudo da equipe técnica da Anvisa sinaliza que a proibição tem diminuído o poder de escolha do consumidor. Em 2007, 4,6% dos remédios isentos de prescrição foram indicados pelo atendente, balconista ou farmacêutico. A influência afetou 9,3% das vendas em 2010, ano em que a exigência determinada pela Anvisa já estava em vigor, segundo estudo apresentando ontem (3) na reunião.
Para representantes da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), o consumidor fica, por exemplo, sem condições de comparar preços com o medicamento atrás do balcão.
A consulta pública foi proposta pelo diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. Ele também sugeriu que a agência e o setor farmacêutico elaborem, em dois meses, um plano para coibir a venda de remédios com tarja sem receita médica.
Edição: Graça Adjuto
Anvisa vai lançar consulta pública sobre restrições à venda de remédios que não exigem receita | Agência Brasil
Saúde dá preferência a produtos nacionais | Blog da Saúde
Foto: Wilson Dias/ABr
Medicamentos, fármacos e insumos estratégicos produzidos no país serão priorizados em compras públicas e passam a poder ser adquiridos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com preços até 25% superiores aos dos demais, de acordo com a complexidade tecnológica e a importância para o SUS. O anúncio foi feito nesta terça-feira (3) pela presidenta Dilma Rousseff em evento realizado no Palácio do Planalto sobre o Plano Brasil Maior – programa que colocou a saúde como área estratégica para a produção e inovação no país. Por meio desta ação, o governo federal pretende estimular o desenvolvimento e a produção nacional de medicamentos, fármacos, insumos e, até o final deste semestre, de equipamentos e dispositivos médicos.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância de ações deste tipo. “Faz parte da política atual doComplexo Industrial da Saúde a concessão de benefícios a empresas nacionais, de forma a valorizar o produto brasileiro e torná-lo mais competitivo. A aplicação dessas margens de preferência vai estimular o desenvolvimento e a produção industrial de medicamentos no país”, explica o ministro.
As margens de preferência serão aplicadas a 126 produtos – 78 medicamentos e fármacos, 4 insumos e 44 produtos biológicos – e durante cinco ou dois anos, conforme a complexidade tecnológica. Aos medicamentos e fármacos serão aplicadas margens de 8%, no caso de medicamentos produzidos com fármacos importados, e 20%, no caso de fármacos produzidos no país e medicamentos desenvolvidos com fármacos nacionais.
Todos os insumos terão margem de 20%, enquanto os produtos biológicos (medicamentos e biofármacos) ganham destaque ao receberem uma margem superior a dos demais itens – de 25% (20% de margem normal e 5% de adicional).
O secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, esclarece que a aplicação de margens de preferência é uma poderosa sinalização para estimular o investimento no Brasil, a inovação e reduzir a dependência das importações. “A Saúde foi a primeira área a adotar margens adicionais para produção estratégica, selecionando produtos biológicos com grande aplicação em oncologia e em outras doenças crônicas relevantes”.
“O Brasil está entrando na produção do que há de mais inovador no campo dos produtos de saúde – os medicamentos biológicos e os fármacos de maior complexidade, que fazem parte uma nova fronteira de produtos eficazes e mais seguros para a população. É essencial, portanto, que o Brasil dê prioridade a este tipo de produto”, esclarece.
Impacto da Medida – A margem de preferência é calculada em termos percentuais em relação à proposta melhor classificada para produtos manufaturados estrangeiros no processo licitatório. O secretário afirma que, apesar de impactar inicialmente sobre as contas públicas, a concessão das margens de preferência não vai influenciar no acesso da população aos produtos de saúde.
“O fortalecimento da indústria nacional farmacêutica exige medidas de incentivo financeiro deste tipo. Em médio prazo, teremos o retorno do investimento feito nessas empresas brasileiras: ampliação da produção de nacional de medicamentos, redução dos preços pagos pelo SUS e pelo consumidor comum, com consequente aumento do acesso do cidadão brasileiro a produtos tecnológicos e de qualidade”, explica Gadelha.
As compras dos medicamentos selecionados corresponderam, em 2011, a cerca de R$ 3,5 bilhões (do total dos R$ 12 bilhões gastos com medicamentos), e respondem por cerca de 20% do déficit externo do setor do Complexo Industrial da Saúde. Com a aplicação das margens, estima-se um impacto de R$ 127,2 milhões no Produto Interno Bruto (PIB), a geração de 3.095 empregos e a arrecadação adicional de R$ 31,8 milhões.
Investimentos e Parcerias – O Ministério da Saúde desenvolve diversas ações no sentido de fortalecer a indústria nacional, além de estimular o desenvolvimento produtivo e inovação.
O Programa de Investimento no Complexo Industrial da Saúde (Procis) prevê medidas voltadas ao fortalecimento da indústria de medicamentos, insumos e equipamentos. Instituído pela Portaria 506, o programa vai investir R$ 2 bilhões em produção e desenvolvimento até 2014, sendo R$ 1 bilhão do governo federal e R$ 1 bilhão referente a contrapartidas de governos estaduais.
Só neste ano, o Ministério da Saúde investirá cerca de R$ 250 milhões em infraestrutura e qualificação de mão-de-obra de 18 laboratórios públicos – o valor é cinco vezes maior do que o investimento médio nos últimos 12 anos (R$ 42 milhões). Entre 2000 e 2011, o investimento total do governo foi de R$ 512 milhões.
Serão ampliadas, ainda, as Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), com transferência de tecnologia entre laboratórios privados e públicos. Deverão ser consolidadas, ainda este ano, nove novas PDPs, e, nos próximos quatro anos, outras 20. Esses acordos abrangem a fabricação de produtos biológicos (para artrite reumatoide, doenças genéticas e oncológicos), medicamentos para as chamadas “doenças negligenciadas” (que, geralmente, atingem populações de países menos desenvolvidos e despertam menos interesse da indústria farmacêutica) e equipamentos, principalmente na área de órteses e próteses.
Atualmente, há 29 PDPs formalizadas para a produção de 30 produtos finais – sendo 28 medicamentos mais o DIU e um equipamento (kit de diagnóstico utilizado no pré-natal para identificar múltiplas doenças).
As parcerias envolvem 32 laboratórios (10 públicos e 22 privados nacionais e estrangeiros), 13 estrangeiros e 11 nacionais. Os medicamentos desenvolvidos são direcionados a nove doenças. A produção de cinco produtos já começou: o antirretroviral Tenofovir, os antipsicóticos Clozapina e Quetiapina, o relaxante muscular Toxina Botulínica e o imunossupressor Tacrolimo.
A economia gerada por essas parcerias é de R$ 400 milhões por ano em compras públicas. Este valor – somado à redução de custos gerada por inovação tecnológica e melhor gestão de recursos em vacinas, negociações e centralização de compras – leva a uma economia geral de R$ 1,7 bilhão por ano no orçamento do Ministério da Saúde (uma economia de divisa esperada de 700 milhões de dólares ao ano).
Fonte: Priscila Costa e Silva /Agência Saúde
terça-feira, 3 de abril de 2012
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domingo, 1 de abril de 2012
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