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sábado, 17 de maio de 2014

Jornal Hoje - Anvisa reconhece que existem benefícios em produtos fitoterápicos

Jornal Hoje - Anvisa reconhece que existem benefícios em produtos fitoterápicos:

Edição do dia 17/05/2014
17/05/2014 14h03 - Atualizado em 17/05/2014 14h03

Anvisa reconhece que existem benefícios em produtos fitoterápicos

Produtos são diferentes dos medicamentos testados em laboratórios.
Uso de plantas como remédio já é uma tradição em diversos estados.

Fred FerreiraBrasília, DF
A ciência dá razão à sabedoria das avós, que sempre aconselharam o uso de chás para resolver problemas de saúde. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) reconheceu, nesta semana, os benefícios de produtos fitoterápicos, que são diferentes dos medicamentos fitoterápicos.
O uso de plantas como remédio é tradição em vários estados. Em Brasília, André foi à feira e comprou gengibre e alho para curar a gripe. Esses produtos foram testados em laboratórios. Eles fazem parte da nova lista da Anvisa, com 43  medicamentos  fitoterápicos à base de alimentos cujo efeito foi comprovado cientificamente, incluindo alho, alcachofra e gengibre.
Atualmente, a Anvisa reconhece 390 fitoterápicos, transformados pelas  indústrias em cápsulas ou xaropes. A agência criou também uma nova categoria: a dos fitoterápicos tradicionais. São produtos feitos, por exemplo, com arnica, eucalipto e maracujá. Eles foram reconhecidos sem necessidade de pesquisas porque os efeitos medicinais já são consagrados há anos pela população.
"A gente gostaria de resgatar esse já vasto conhecimento sobre as plantas medicinais. Eles foram avaliados pela Anvisa, então você tem certeza da identificação e da qualidade daquele produto", explica Ana Cecília Bezerra Carvalho, coordenadora de fitoterápicos da Anvisa.
A nova lista tem 16 produtos. A camomila, famosa como calmante natural, está no dia a dia de Viviane.  "Eu sempre optei pelo natural", conta a empresária Viviane Castro.
Na hora de comprar um fitoterápico, não é preciso ter receita médica. Mas é importante a orientação de um profissional. Um médico acredita que os produtos naturais podem ajudar na recuperação de algumas doenças. "É uma fonte de saúde, um recurso inestimável para a saúde da gente e ao alcance da população’”, analisa o médico Marcus Freire.
ENTENDA AS DIFERENÇAS
Medicamentos fitoterápicos:
- feitos à base de plantas;
- testados em laboratórios;
- com adição de produto sintético.
Produtos fitoterápicos:
- usados pela população há mais de 30 anos;
- exemplo: alho e gengibre, que são anti-inflamatórios;
- sem adição de produtos químicos;
- não foram avaliados em laboratórios;
- podem ser vendidos desidratados ou em pó;
- encontrados sem adição de nenhuma química.
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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Anvisa pode liberar componente da maconha para terapia ( Folha de S.Paulo )


Jornalista: Monique Oliveira e Johanna Nublat
16/05/2014 - A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) estuda retirar o canabidiol (CBD), um dos 80 princípios ativos da maconha, da lista F1, de substâncias proibidas no país, e colocá-lo na lista C1, de medicamentos permitidos, mas sujeitos a controle.

O anúncio foi feito nesta quinta (15) por Luiz Klassmann, diretor-adjunto da agência, durante o 4º Simpósio Internacional de Cannabis Medicinal.

Segundo a Anvisa, a proposta ainda precisa ser votada pelos diretores. Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, disse que há uma recomendação da área técnica para classificar o produto como C1, mas os diretores vão avaliar o melhor enquadramento para a substância.

"Não queremos contaminar essa discussão com a liberação ou não da maconha. Estamos buscando uma forma de viabilizar [o uso] quando tiver fundamento." Se a mudança for feita, deverá ter impactos na importação, na prescrição e no registro de medicamentos.

Hoje, há dúvidas de médicos sobre se é possível prescrever a substância. Além disso, as importações de remédios com a substância podem ser facilitadas, já que hoje são tidas como uma exceção, demandando decisão judicial ou autorização da Anvisa.

Em nota, o Conselho Federal de Medicina informa que atualmente realiza discussões sobre medicamentos com compostos da maconha e deve enviar parecer à comissão que avalia o reconhecimento de novos tratamentos.

Um estudo de revisão publicado pela USP de Ribeirão Preto em 2011 no "Current Drug Safety" analisou 119 estudos feitos com canabidiol em humanos. Segundo o estudo, a droga é segura mesmo em doses mais altas.

"Temos um preceito aqui na USP de experimentar primeiro qualquer composto dado a pessoas saudáveis", diz José Alexandre Crippa, psiquiatra da USP. "Eu já tomei 600 mg de canabidiol e não senti nada", diz. "Posso dizer que o composto é seguro." A USP de Ribeirão Preto estuda o canabidiol desde os anos 1970. Em humanos, a droga já foi testada, com efeitos benéficos, para mal de Parkinson, distúrbios de sono, transtornos de ansiedade e esquizofrenia. E, em ratos, houve resultados para epilepsia e transtorno de estresse pós-traumático.

O CBD ganhou notoriedade no país após a família de Anny Fischer, 5, que sofre de uma forma grave de epilepsia, fazer campanha nacional para importar o medicamento. A família trazia o composto de forma ilegal dos EUA.

Com um laudo médico da USP de Ribeirão Preto, que apontava os efeitos benéficos da droga à criança, entretanto, Anny conseguiu na Justiça o direito de importar e usar o canabidiol. A Anvisa auxiliou a família no processo de importação da droga, que chegou no começo do mês.


Antes do canabidiol, Anny tinha até 80 convulsões por semana e não se alimentava. Segundo a família, hoje ela tem duas crises por mês.

sábado, 10 de maio de 2014

Artigos da T&B Pharma Consultoria na Revista de Maio Contract PHARMA Brasil - Confiram!


Para ler a edição, Maio 2014, click here.
A versão on-line Maio 2014 não é compatível com Internet Explorer

A IMPORTÂNCIA DE DESENVOLVER FORNECEDORES E AVALIAR DMF DE INSUMOS FARMACÊUTICOS ATIVOS PARA GARANTIR A QUALIDADE DO PRODUTO FARMACÊUTICO
Só o tratamento eficaz dos efluentes pode evitar riscos para a saúde das populações


GERENCIAMENTO DE DESVIOS INTEGRADO AO GERENCIAMENTO DE RISCOS PARA A QUALIDADE
Tema é complexo e tem sido amplamente discutido por várias agências reguladoras em todo o mundo



Contract Pharma Brasil - Edição Maio

   





Chegou sua Edição Digital!
Para ler a edição, Maio 2014, click here.
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Matérias desta edição:

A EXPANSÃO DO MERCADO DE MEDICAMENTOS BIOTECNOLÓGICOS
Investimentos do Governo têm incentivado empresas nacionais e estrangeiras a apostarem nesse nicho
MONITORAMENTO AMBIENTAL MICROBIOLÓGICO
Orientações para validar a instalação de depósitos em ambientes biocientíficos
A IMPORTÂNCIA DE DESENVOLVER FORNECEDORES E AVALIAR DMF DE INSUMOS FARMACÊUTICOS ATIVOS PARA GARANTIR A QUALIDADE DO PRODUTO FARMACÊUTICO
Só o tratamento eficaz dos efluentes pode evitar riscos para a saúde das populações
DIRETRIZ DE ACORDO DE QUALIDADE DA FDA E REGULAMENTAÇÕES DE cGMP DA EMA
Como entender e aplicar cada uma para não ocorrer riscos na produção terceirizada de medicamentos
GERENCIAMENTO DE DESVIOS INTEGRADO AO GERENCIAMENTO DE RISCOS PARA A QUALIDADE
Tema é complexo e tem sido amplamente discutido por várias agências reguladoras em todo o mundo

OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO DE VACINAS PELO AUMENTO DAS CÉLULAS DEPENDENTES DE LIGAÇÕES USANDO MICROBIORREATORES E MICROTRANSPORTADORES
Sistema utilizado pode dar uma contribuição significativa nos casos em que vacinas mais acessíveis ou uma resposta rápida a situações inesperadas são críticos
PREPARANDO-SE PARA OS DESAFIOS FARMACÊUTICOS FUTUROS
A perspectiva é de crescimento é de crescimento robusto para os próximos anos com a produção de medicamentos seguros e de alta qualidade
ESTUDO DE BIOEQUIVALÊNCIA ENTRE DUAS FORMULAÇÕES DE EZETIMIBA 10 MG COMPRIMIDOS  REVESTIDOS APÓS ADMINISTRAÇÃO DE DOSE ÚNICA EM VOLUNTÁRIOS SADIOS
O estudo foi realizado com o objetivo de comparar um medicamento teste e um medicamento referência disponível no mercado
CARREIRA
REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA DE SELEÇÃO
ENTREVISTA
SERIALIZAÇÃO E RASTREABILIDADE DE MEDICAMENTOS com Anastácio Vieira Filho, ABL Antibióticos do Brasil
Esperamos que você aproveite esta edição da revista Contract Pharma Brasil e divulgue internamente.
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Boa leitura!

Para onde vai a indústria farmacêutica? - DIKAJOB

Há anos que as grandes empresas farmacêuticas não viviam uma situação como esta: contratos multimilionários e rumores de que estão na calha novos negócios que envolvem montantes ainda mais altos mergulharam a indústria numa roda-viva, escreve o Financial Times, citado pelo Diário Econômico.

Do ‘swap' de ativos no valor de 20 bilhões de dólares (14,5 bilhões de euros) entre a Novartis e a GlaxoSmithKline à oferta hostil na casa dos 50 bilhões de dólares (36 bilhões de euros) sobre a Allergan, a empresa que fabrica o Botox, passando pela especulação em torno de uma proposta da Pfizer à AstraZeneca na ordem dos bilhões de dólares, a verdade é que os banqueiros de investimento têm feito a festa à custa dos lucros farmacêuticos.

As diferenças entre os três casos são grandes, mas no conjunto transmitem a imagem de uma indústria dinâmica numa altura em que procura identificar um novo modelo de crescimento após uma década perdida. Por um lado, devido ao vencimento de muitas licenças de patentes, por outro, pelas sucessivas más escolhas no que respeita ao desenvolvimento de novos medicamentos. Mas há fortes indícios de que as coisas estão mudando. A Gilead Sciences, uma das empresas de biotecnologia de maior e mais rápido crescimento nos EUA, é também um dos exemplos mais gritantes daquilo que está mudando na indústria farmacêutica e biotecnológica.

O novo medicamento da Gilead para a hepatite C, o Sovaldi, cuja taxa de sucesso na cura do câncer do fígado ascende aos 95%, registrou vendas no valor de 2,3 bilhões de dólares (1,65 bilhões de euros) só no primeiro trimestre do ano. Os analistas estimam que possa atingir os 10 bilhões de dólares (7,2 bilhões de euros) no primeiro ano de vendas, o que lhe valeria o título de medicamento mais bem-sucedido no ano de lançamento.

A reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla inglesa), que terá lugar este mês em Chicago, vai seguramente trazer novidades. Grandes farmacêuticas como a Roche, Merck e Bristol-Myers Squibb vão aproveitar a ocasião para revelar os dados mais recentes dos testes a uma nova classe de medicamentos que utiliza o sistema imunológico para detectar e destruir células cancerígenas.

Novo paradigma no tratamento do câncer

Os primeiros resultados apontam para a possibilidade de as pessoas que sofrem de cancer de pele ou do pulmão em estado avançado poderem viver mais tempo, meses ou mesmo anos, do que o inicialmente esperado. Os analistas comparam a imunoterapia - que talvez venha a revelar-se o novo paradigma no tratamento do câncer - aos medicamentos criados para tratar as pessoas infectadas com o HIV, que fizeram com que a Aids deixasse de ser uma sentença de morte para tornar-se numa doença crônica.

Haverá também novos avanços à medida que as farmacêuticas decifrarem novos dados na sequenciação do DNA humano para desenvolverem tratamentos mais "personalizados" para nichos de pacientes. O número de fármacos aprovados pela US Food and Drug Administration (FDA) - principal referência da produtividade em termos de P&D - tem crescido paulatinamente desde 2010. Segundo dados do banco Berenberg foram aprovados 27 novos medicamentos no ano passado. Prevê-se que possam gerar vendas anuais na ordem dos 40 bilhões de dólares (28,8 bilhões de euros) nos próximos cinco anos, isto é, o dobro do valor estimado para 2012.

As grandes farmacêuticas e respectivos acionistas não são os únicos que contam com uma nova geração de fármacos. A sociedade, em geral, também tem interesse nos êxitos da indústria, visto a confluência da economia e da demografia resultam num maior número de doenças.

Nos mercados emergentes, a riqueza e a urbanização - e  estilos de vida mais sedentários e dietas alimentares menos saudáveis - trazem consigo um potencial para doenças crônicas como a diabetes. Nos países desenvolvidos, o rápido envelhecimento da população é um desafio que precisa de respostas. "Cada vez vamos ter mais necessidade de novos medicamentos para tratar doenças como o Alzheimer, a diabetes e o câncer, cujo risco cresce exponencialmente depois dos 65 anos. Se não encontrarmos uma solução para o Alzheimer nos próximos 20 anos, as sociedades terão encargos financeiros brutais", alerta Chas Bountra, professor de medicina transnacional em Oxford.

Os custos do envelhecimento populacional

Mas nem tudo são boas notícias para as grandes farmacêuticas. Os crescentes custos com as doenças vão colocar as finanças públicas sob forte pressão, tendo em conta que essas despesas atualmente já consomem 80% do orçamento da saúde na UE para o tratamento de doenças crônicas. Enquanto os governos tentam controlar os custos, as empresas procuram conter a subida dos preços para conseguirem financiar a pesquisa, desenvolvimento e colocação no mercado de novos fármacos, processo que estimam custar, em média, bilhões de dólares.

Além das dificuldades financeiras dos governos e dos fornecedores de cuidados de saúde, as farmacêuticas terão igualmente de fazer frente às pressões dos acionistas. Para a GlaxoSmithKline isso significa que terá de justificar os 4 bilhões de dólares (2,9 bilhões de euros) que investe anualmente em P&D quando algumas empresas da indústria optaram por seguir um caminho muito diferente. A canadiana Valeant, por exemplo, ofereceu 45,6 bilhões de dólares (32,8 bilhões de euros) pela Allergan, a empresa que fabrica o Botox, e apostou numa série de aquisições alavancadas seguidas de cortes agressivos em P&D.

Os críticos dizem que esta estratégia pode fragilizar o pacto social que existe entre a sociedade e as empresas a quem foi confiada a missão de transformar a ciência médica em tratamentos que salvam vidas em troca de lucro. No entanto, até quem defende uma abordagem mais virada para a investigação intensiva concorda que as grandes farmacêuticas devem ser mais eficientes. "A indústria ainda funciona pela lógica do ‘campeão de vendas' ao passo que a inovação está a transitar para um novo modelo. A ideia não é vender medicamentos como pãezinhos quentes", realça Richard Bergström, diretor-geral da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica (EFPIA).

Para responder a estes desafios, a indústria decidiu reduzir os custos fixos através do ‘outsourcing' da investigação e comprar ou licenciar descobertas promissoras de pequenas empresas na área da biotecnologia. Nas próximas semanas vamos ficar a saber se as grandes farmacêuticas ainda estão à altura da sua missão, isto é, se a imunoterapia passou nos últimos testes.


Artigo originalmente publicado no Financial Times a 30 de Abril




Para onde vai a indústria farmacêutica? - DIKAJOB

WHO | WHO’s first global report on antibiotic resistance reveals serious, worldwide threat to public health

New WHO report provides the most comprehensive picture of antibiotic resistance to date, with data from 114 countries



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WHO | WHO’s first global report on antibiotic resistance reveals serious, worldwide threat to public health